21 de jan de 2011

Canção do Exílio

Amo essa poesia, pois ela sempre me traz a lembrança, o tempo em que eu era apenas uma criança no banco da escola. Nada tinha muita importancia no presente, mas com grandes projeçoes para o futuro distante... mal sabia eu que o futuro começa, sempre, agora...

 "Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

(Gonçalves Dias)
Hoje as projeçoes sao outras e o futuro ja nao é mais tao distante...

2 comentários:

  1. eu tb amo essa poesia... diz muito de onde venho... e conheci tb nos bancos escolares...

    ola, boa sexta e um otimo final de semana,

    obrigada pela visita,

    bjs

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  2. Como vc e Analice eu tb AMO essa poesia e tb seu autor desde o 2o grau.
    É uma poesia tão completa, direta e verdadeira sobre nossa terra q não há como tirar da cabeça a rítimica e a melodia q ele tem.
    OBRIGADÍSSIMA por me recordar dessa preciosidade.
    Bjs.

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