2 de mar de 2011

Seus olhos


Seus olhos – se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! – e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que vi,
Queimar toda alma senti…
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi

Almeida Garret

Um comentário:

  1. Olha agora já consigo acessar, mas antes não conseguia.

    Vim agradecer o carinho, comecei a aula ontem minha vida tá uma correria, mas tó muito feliz.

    Super beijs

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